2010

As vezes faço o que quero, as vezes faço o que tenho que fazer

Minha memória é freiada, mas acho que devia escrever alguma coisa antes de entrar nessa nova fase da minha vida. Terceiro ano, Senior Year, chame como quiser. Independente do modo como levei as coisas, foi um ano meio pesado, principalmente pela pressão que o mundo inteiro coloca em suas costas. Inevitável. Depois de muita insistência da minha mãe, troquei de colégio e comecei (de novo) do zero. Acho que foi bastante proveitoso pelas meninas, aprendizagem e dosagem de valores. Acabei voltando pro Colibri bem no começo do ano, na segunda etapa, e aconteceu o que eu não esperava. Gente que eu nunca dei atenção a vida inteira se tornaram partes sólidas da minha convivência, são quem me acompanham até agora, e eu meio que duvido que isso vai mudar no futuro prevísivel. Entrei pro Unimaster, conheci a Sofia, que embora me irritasse, deixou essa rotina um bocado mais prazerosa. Não ouso dizer que fiz 1/3 do que eu devia ter feito, sou irresponsável e admito, mas o que tinha que ter acontecido aconteceu. Passei na melhor faculdade pro meu curso, não sei se da cidade ou do estado, não interessa, meu pai ficou orgulhoso, e provou pra todo mundo que o caminho tinha sido escolhido, não aleatoriamente jogado ao vento. Não era exatamente o que eu queria, mas é obviamente do meu interesse, eu aceito e vou fazer jus, prometi a mim mesma. Tomei uma decisão radical e cortei pessoas friamente da minha vida. Ainda não sei se essa foi a coisa certa a se fazer, mas não tem me feito falta. Mesmo que eu goste de algumas dessas pessoas independente do dano causado, fico melhor sem elas. Dediquei esses anos a apuração dos fatos e isso fez de mim uma pessoa mais forte. Eu conheci o Paulo, o Igor, e (por que não?) a Fabiana. O Paulo mostrou que é a melhor pessoa que eu conheço, e não há nada a se debater sobre isso. Não posso dizer que fiz tudo sozinha... Meus pais, mesmo sempre errados, sempre estão certos, e se eu não tivesse essa redoma eu ia ser uma pessoa bem pior. Os anos vão passando e a gente aprimora o que precisa ser aprimorado, estou tranquila, acho. Aprendi coisa demais esse ano, não só sobre mim. Eu consideraria esse o melhor ano da minha vida, por enquanto. Pode parecer presunção, mas se eu colocasse em uma balança, ficaria claro o tanto ganhei e fiz. A Stefania passou a ter uma importância ainda mais fundamental, e continua me guiando. Eu dei foi muita sorte, pra falar a verdade. De ter ela por perto, de combinarmos tanto e continuar querendo as mesmas coisas. E igualmente importante, o Pedro, que me provou que duas cabeças pensam melhor do que uma, e que tudo que eu acho certo pode sim estar reunido em uma só pessoa. E que venha 2011, faculdade, vida nova, maioridade, trabalho, e o inevitável crescimento. Se for pra ser, vou descobrir.

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