Suspira, repreende, desgosta. Encara-me com sua conhecida cara de tédio, tentando falar com os olhos que eu-não-sei-o-que-diabos-estou-fazendo. Mas é claro que eu sei. Só penso diferente, seria um crime? O tom de voz dessa mulher me alarma e quase assusta. Nem quando chego no ápice do ódio consigo repetir aquelas palavras horríveis com tanta firmeza. O que está pensando, menina? As coisas não são tão fáceis quanto imagina. E não me venha com esse "não vi graça nenhuma", seus olhos te traem. E se não fosse assim, qual a finalidade? Cai no sofá, reclama de alguma coisa irrelevante, e dá aquele sorriso. Aquele sorriso desprovido de pensamentos, só rindo, mesmo. Sem motivos. E eu gosto, gosto tanto dela. Ela nem sabe.

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Entretidos.