Neo-relacionamentos

Na última década, instalou-se uma nova realidade: os neo-relacionamentos. Vou escrever isso com uma pitada de hipocrisia, mas consideremos os fatos: a maioria das pessoas não visa um comprometimento sério. Claro que não se deve generalizar em número, grau e gênero, mas se tratando de uma abordagem mais ampla, essa é a realidade. Mulheres - e dependendo do lugar, os homens também, porque não - se tornam presas fáceis - opa - e vulneráveis. O método é quase sempre o mesmo: uma conversinha aqui, outra ali, e aquelas duas pessoas se envolvem, aqui e agora, pra nunca mais. Telefones, na maioria falsos, ou nem isso, são trocados, e 1 em cada 5 casos acontece qualquer tipo de comunicação remota no pós. Não estou falando que TODOS os telefones são falsos, que todos os nomes são de mentira, que ninguém quer nada com nada nesses ambientes, mas se você frequenta tais locais você sabe que não estou inventando nada. As pessoas estão tão acostumadas com a mentira recíproca, que tentam até impor o conteúdo do que estão dizendo, tentando provar a todo custo que não foi massificado - ainda.
O que leva as pessoas a toparem fazer uma coisa dessas, até mais de uma vez, a troco de nada? Preguiça? Falta de consideração? Perda de valores? Imposição do sistema? Entrega à sociedade? Indiferença? Eu não sei. Talvez um pouco de cada. E quanto mais o tempo passa, mais gente que era contra isso acaba se deixando levar aos costumes estranhamente nojentos e sociais.
Uma menina que estudou comigo há uns anos está namorando (desde o final do ano em que a conheci) com um homem que ela conheceu na fila de uma boate, enquanto estava ficando com outro cara...
É claro que quase ninguém mais acredita em conto de fadas, mas pensar que a mãe dos seus filhos estava com outro homem e você começou o seu relacionamento com ela 4 da manhã de um sábado, depois de sei lá, ela ter vomitado? Quem vai discordar que as coisas não parecem certas?
Não estou falando que as pessoas (ou eu) deviam parar com isso, mas acho que não custa nada tentar ir a algum outro tipo de ambiente com mais frequência. Locais onde as pessoas não vão só pra agarrar gente desconhecida, quem sabe só pra ouvir a música que está tocando, conversar com os amigos, passar algum tempo de qualidade... Ao meu ver, soa mais aproveitável.

Não, não julgo.
Não, não paro.
Não, não ligo.

Só falando mesmo.

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