Na Divisa

Ninguém ensina a você como agir entre as eras. Você sempre ouviu os conceitos de como um bebê deve agir, o que uma criança deve ser, o que se espera de um adolescente, as responsabilidades de um adulto e a tranquilidade da velhice.
Mas não te avisam sobre os meio termos. Quando chegamos na casa dos 20, ficamos meio perdidos. Ou pelo menos eu fico. Você não é um adolescente mais, não tem direito à crises existenciais, não pode ficar sem fazer nada, tem suas próprias obrigações, mas ainda não tem capacitação suficiente para ser tratado como um adulto.
Você é novo demais, velho demais, indefinido demais.
Uma criança vai à escola, um adulto trabalha, e um senhor se aposenta.
Os jovens adultos fazem de tudo: estudam, trabalham, estudam, estudam, estudam, trabalham, e tentam se aposentar nos tempinhos de folga.
Ainda não entendi se fazemos parte da geração Y ou da Z, acaba que esses conceitos são tão amplos e genéricos que desce pela garganta qualquer coisa, mas na minha opinião, é a geração dos perdidos.
Quando a gente pensa que nem todos que vagam estão perdidos, pergunto-me se isso é realmente uma verdade. Se não sabemos direito para onde ir, duvidoso acreditar que a pessoa saiba mesmo o que está fazendo.
Uma coisa é certa: ninguém sabe direito. Ninguém sabe de nada. E com o passar dos danos, só temos razão sobre o que não temos certeza. E isso é muito triste.

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Entretidos.